• Daniela Burgonovo

Paranaense de 61 anos é o único brasileiro entre as motos do Rally Dakar

Atualizado: Jun 10

O curitibano Lincoln Berrocal vem encarando de frente as dificuldades da principal prova off road do mundo e se mantém firme no objetivo: completar o desafio na Arábia Saudita

Considerado idoso pela legislação, Lincoln Berrocal está dando uma amostra de jovialidade ao mundo. O paranaense de 61 anos, patrocinado pela Pro Tork, segue firme no rali Dakar, a principal prova off road do globo, onde é o único brasileiro a acelerar nas motos. O evento teve início em 5 de janeiro e segue até o dia 17, na Arábia Saudita.


Esta é sua segunda participação na competição e a missão é clara: completar todo o desafio, cumprindo cada uma de suas etapas. Assim, está encarando cerca de oito mil quilômetros de percurso, sendo mais de cinco mil na areia e com dunas de até 200 metros de altura. Além do roteiro, outra pimenta dessa receita é a temperatura, com sensação térmica variando de -20ºC a mais de 40ºC em um só dia.


Para Lincoln, o Oriente Médio está sendo desafiador. “Não esperava tantas dificuldades, que inclusive estão deixando vários pilotos pelo caminho. Só posso imaginar o restante do rali com ainda mais pedreiras do que já tivemos. Meu objetivo é chegar ao final, representando dignamente meu país e agradecendo ao patrocínio da Pro Tork, que sempre acreditou em mim”, destaca o empresário e atleta amador.


Falando em obstáculos, o brasileiro precisou enfrentar um grande na prova de ontem. Em meio ao deserto, o mousse (uma espécie de borracha interna do pneu) de sua roda traseira se esfacelou. Além do risco de queda, Berrocal teve de administrar a situação e percorrer o restante do itinerário literalmente no aro. Mesmo assim, cruzou a linha de chegada e garantiu a 102ª posição da etapa, mantendo o 79º lugar na classificação geral. Nada mal para o mais velho entre os 147 inscritos nas motos.


Próximas etapas


Até aqui foram sete encontros, partindo de Jida (no litoral oeste, divisa com o Mar Vermelho) até Wadi Al-Dawasir, percorrendo mais de 4,5 mil quilômetros. Ontem um acidente vitimou Paulo Gonçalves, piloto português multicampeão de motocicletas, fato que levou a organização a cancelar a disputa da categoria desta segunda-feira. Assim, em memória ao competidor, uma das 12 etapas não será realizada.


Amanhã os participantes irão de Wadi Al-Dawasir até Haradh, a 170 quilômetros da fronteira com o Catar, totalizando 891 quilômetros de trechos cronometrados e de deslocamento. Será a parte mais extensa da 42ª edição do evento. Depois, passam por Shubayatah, Haradh e encerram o desafio em Qiddiya, distrito dentro da capital Riad, na sexta-feira.


Ao todo, 351 veículos integram a prova, representando 53 nações. O Dakar surgiu em 1979 e, em sua primeira fase, desbravou Europa e África. Na sequência, de 2009 a 2019, ocorreu na América do Sul e agora inicia seu terceiro estágio, percorrendo pela primeira vez exclusivamente um país do Oriente Médio, a Arábia Saudita.

Fotos: Dakar

Jornalista Responsável: Daniela Burgonovo MTB 03018/SC

Redator: Guilherme Augusto MTB 17506/RS

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